Duas instituições foram criadas por Deus: o lar e a igreja. A primeira objetiva proporcionar ao homem uma experiência tranquila e ditosa na terra, e a segunda, conduzi-lo a um lugar seguro e feliz no céu.
Terminada a viagem de núpcias, a maioria dos casais passa por uma crise que consiste na descoberta, um por um, dos defeitos do outro. Ninguém é perfeito. É através da compreensão recíproca e concessões mútuas que se alcança a verdadeira ventura no casamento.
Não podemos admitir que num lar cristão, regido pelo amor, e em comunhão com o Espírito Santo, o marido ataque a mulher com palavras grosseiras e agressões físicas; ou a mulher fique a irritar o marido com ciúmes doentios ou atitudes frívolas. Ninguém magoa a sua própria carne. No lar, é imperioso haver intimidade com respeito mútuo. Não havendo respeito, a sociedade conjugal se desmorona com facilidade.
Duas pequenas coisas concorrem para um ambiente desagradável dentro do lar: mau humor e grosseria.
A Bíblia ensina que em tudo devemos dar graças. Agradecer a Deus pelo belo dia de sol e pela chuva tempestuosa; dar graças pela abastança e pela falta de dinheiro. A resmungação e a falta de bom humor são o inverso da ação de graças. E passar o dia todo - homem ou mulher - reclamando, protestando e resmungando por pequenas coisas, amargura a vida de qualquer mortal. Em geral, os casamentos terminam por causa de pequenas amarguras acumuladas... Uma palavra dura ou irada durante o café, na mesa, pode resultar numa catástrofe.
Outra virtude a ser cultivada no lar é a ternura. A ternura é a virtude que deveria ser incutida na criança desde a mais tenra idade. Mas, para isso, os pais precisam cultivá-la entre si, no relacionamento diário. A ternura no lar - não uma falsa pieguice - é capaz de mantê-lo harmonioso, feliz, e plasmar nos filhos, cuja personalidade está sendo formada, um sentimento de bem estar e segurança, que vai perdurar pela vida. Um lar onde, mesmo na hora de repreensão e do castigo, a ternura domina todas as ações, forma uma sociedade estável, sem rancores e sem guerras.
Para nós, crentes, o apóstolo Pedro escreve: “Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações." (I Pedro 3:7). “... Tratai-a com dignidade..."; isto é, conhecendo sua natureza e anseios. O principal que o homem deve conhecer em sua mulher está neste versículo. A mulher é um vaso frágil fisicamente; não mental ou espiritualmente. Ela é a "parte mais frágil". Ela é, somaticamente, mais vulnerável, precisando da fortaleza do homem. Ela depende do marido. A tarefa masculina é mais proteger, enquanto a feminina é mais adaptada por Deus para criar filhos e propiciar para eles e o esposo calorosa afeição e meigos cuidados. As mulheres estão mais sujeitas a súbitas transformações emocionais; daí Deus quer que os maridos as tratem com honra, com todo o entendimento.
O marido, como cabeça da família, tem a solene obrigação de estabelecer uma atmosfera de amor e tranquilidade no lar; a mulher, com sua submissão voluntária, colabora com esse clima de felicidade. O amor também significa ajuda. Há marido que vê seu lar como castelo, onde ele é o rei. A tarefa de sua mulher é provê-lo de todo o conforto e evitar toda circunstância desagradável. Ele se põe, com toda a majestade, na sala de estar, senta-se como um soberano na poltrona, empolga-se em suas leituras prediletas, vê televisão, enquanto sua mulher deve dedicar-se na limpeza da cozinha, na arrumação da casa, na supervisão dos deveres escolares das crianças e na colocação delas na cama para dormir. Auxiliando a mulher quando necessário, nos serviços caseiros, o marido estará dizendo-lhe: "Eu te amo!"
Inúmeras vezes, na Bíblia, a responsabilidade primeira do marido para com sua mulher é ressaltada (amá-la); há referência quanto à mulher amar também o marido (Tito 2:4); mas sua principal responsabilidade como mulher, é obedecer a seu marido. Obediência envolve submissão. E submissão ao marido é, realmente, submissão ao Senhor. Se a mulher acha que o marido não merece sua submissão, deve subordinar-se a ele por amor ao Senhor. Dizem os entendidos que, mesmo nestes dias de emancipação feminina e do Movimento da "Libertação da Mulher", a mulher só se sente realizada unida ao amor do homem.
Quando a mulher ridiculariza seu marido ou o compara, desfavoravelmente com outros, ela não o está respeitando. Em determinadas condições não é fácil, mas o Senhor manda. É a sua Palavra. E dá certo! Quando um homem sabe que tem uma mulher que o admira, que nele confia, que o estimula, ele se lança com denodo e satisfação à luta pela vida.
Pelo texto de I Pedro 3:1, a mulher deve obedecer ao marido, crente ou não crente, para que, pelo seu testemunho, este seja levado aos pés do Redentor. Deus assegura que a submissão da mulher é a chave para levar um marido incrédulo a Cristo. Sem renunciar os seus princípios cristãos, a mulher deve mostrar a seu marido que o respeita, admira e depende dele.
A mulher deve vestir-se e apresentar-se bem. Uma jóia, uma atraente maquiagem, e o cabelo ajeitado, muito ajudam. Mas o apóstolo Pedro nos fala - e com razão - que a beleza interior é mais importante que os adornos: a real beleza que procede de um coração quieto e manso, de um coração redimido pelo sangue de Cristo.
Uma das coisas mais sublimes do mundo é o amor envolvendo, em todos os momentos, o coração do marido e da mulher. Ele extravasa, alcançando os filhos, filhos dos filhos, os amigos e até os vizinhos. Quando a mulher diz ao marido - "Você está me devendo a quantia de “X” reais" - ele deve responder: "Dinheiro, não; devo-lhe amor". O apóstolo Paulo ensinou: "A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros..." (Rm. 13:8).
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